Conselho Gestor da Reserva das Mangabeiras prioriza catadoras

No dia 13 de outubro de 2026, ocorreu a primeira reunião do Conselho Gestor Deliberativo da Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em Aracaju. O encontro marca o início das atividades do colegiado que visa fortalecer a participação das catadoras nas decisões sobre o território.

A reunião, realizada na sede da Prefeitura de Aracaju, contou com a presença de representantes do poder público e seis integrantes da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luís Lemper. O foco foi a construção do regimento interno do conselho, que vai regular sua atuação e garantir a participação da comunidade extrativista.

A secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, destacou que a paridade é fundamental para reconhecer o papel das catadoras na preservação do território. Este conselho introduz um novo paradigma de gestão compartilhada que fortalece a autonomia das comunidades no auxílio à conservação ambiental.

Conselho Gestor da Reserva das Mangabeiras

Início das atividades do Conselho Gestor da Reserva das Mangabeiras

No dia 13 de outubro de 2026, a Prefeitura de Aracaju deu um passo importante na gestão participativa da Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá ao realizar a primeira reunião ordinária do Conselho Gestor da Reserva das Mangabeiras. O evento ocorreu no auditório da sede do executivo municipal e contou com a participação de representantes do poder público e de seis membros da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luís Lemper.

Durante a reunião, o foco foi fortalecer a participação da comunidade nas decisões que afetam o território e na elaboração do regimento interno do conselho. Este documento irá estabelecer as diretrizes de funcionamento, os procedimentos das reuniões e as condições para garantir a participação das comunidades extrativistas nas deliberações relacionadas à conservação da reserva.

Importância da paridade na gestão

A secretária municipal do Meio Ambiente, Emília Golzio, destacou que a criação do conselho representa um avanço no reconhecimento das catadoras de mangaba, assegurando o princípio da paridade como base para a gestão. Para ela, as mangabeiras são as legítimas guardiãs do território, possuindo um conhecimento aprofundado sobre suas áreas e ciclos essenciais para a continuidade do extrativismo.

A paridade no conselho é crucial para equilibrar a representação da comunidade e do poder público nos processos decisórios. Ela amplia a capacidade das famílias extrativistas de apresentar suas demandas, discutir propostas e acompanhar medidas de proteção ambiental que integram sua identidade cultural e socioeconômica.

A professor Christiane Senhorinha, da Universidade Federal de Sergipe, enfatizou a importância simbólica da reunião e relacionou-a à trajetória de mobilização das catadoras. Ela defendeu que a comunidade deve ter maior representatividade no conselho, pois suas vidas e modos de existir estão diretamente ligadas ao território da reserva.

Expectativas da comunidade extrativista

A presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luís Lemper, Maria Eliene dos Santos, manifestou sua esperança de que a organização do conselho gere compromissos efetivos, amplificando a participação da comunidade nas decisões relacionadas ao seu território, que abrange quatro bairros.

Ela enfatizou a relevância do regimento ser implementado corretamente, visando fortalecer o poder de decisão da comunidade. Além disso, o regimento incluirá diretrizes para proteger os modos de vida, a cultura e o conhecimento tradicional das catadoras de mangaba.

Assim, o Conselho Gestor da Reserva das Mangabeiras se configura como uma plataforma institucional que busca valorizar a gestão compartilhada, reconhecendo o protagonismo das catadoras e conectando a conservação ambiental aos direitos sociais, essencial para a preservação dos recursos naturais e da identidade cultural da região.